O Portimonense disputa este sábado o primeiro jogo oficial da época, ao receber o Rio Ave, para a Taça da Liga Allianz, e o treinador António Folha diz que o grupo "está motivado e morto para que tudo comece, havendo sempre a ansiedade natural antes de uma estreia".
Folha admite que a sua equipa enfrentará "um jogo bastante difícil mas estamos tranquilos e ao mesmo tempo preparados para aquilo que nos espera, pois temos vindo a crescer enquanto coletivo e a pré-época forneceu bons indicadores".
A Taça da Liga Allianz, diz Folha, "não é o objetivo n.º 1 do Portimonense, assim como não é de muitas equipas com mais capacidade, mas não queremos perder nunca, nem nos jogos-treino, e por isso vamos entrar em campo para ganhar".
Em todos os jogos de preparação disputados António Folha apostou sempre num esquema com três centrais, do qual, confessa, é admirador: "Gosto muito desta solução e, avaliando as características dos jogadores, decidimos apostar nela. Parece-me que está a funcionar, tendo ainda uma grande margem de crescimento".
De início "colocaram-se naturais reservas, dado ser algo de novo para o grupo, mas aos poucos estou a aperceber-me que todos se sentem cada vez mais confortáveis e isso faz-nos acreditar que é uma solução com pernas para andar, embora nos treinos trabalhemos também alguns sistemas diferentes, aos quais poderemos recorrer".
Jadson, que vinha assumindo o estatuto de patrão da defesa nesse esquema de três centrais, não pode jogar, devido a uma lesão muscular, assim como Ewerton, que acusa fadiga, havendo ainda vários jogadores (Rafael Barbosa, Guilherme Lazaroni e Iago Oliveira) indisponíveis por questões de ordem burocrática. "É uma pena não podermos contar com todos mas iremos apresentar o melhor onze possível", assinala António Folha, que tem apenas 16 futebolistas disponíveis.
Até ao fecho das inscrições é seguro que chegarão reforços mas o treinador quer "gente que seja uma verdadeira mais-valia" e por isso, adianta, "estamos, sempre em diálogo com a administração, a ver o que é melhor para o Portimonense, sabendo-se que o dinheiro está muito caro, o que causa naturais dificuldades. Mas estamos atentos e a trabalhar muito e, tendo já um plantel de qualidade, haverá sempre lugar para quem acrescente algo mais".
O Rio Ave, o adversário deste sábado, foi afastado da Liga Europa, cometendo muitos erros defensivos contra os polacos do Jagiellonia Bialystok. "Foram os próprios responsáveis da equipa a reconhecerem esses lapsos defensivos mas por outro lado importa olhar para o caudal ofensivo do nosso próximo adversário e para a qualidade evidenciada nesse domínio", assinala António Folha.
A eliminação precoce do Rio Ave nas provas europeias "não torna mais fácil a nossa tarefa e admito até que tenha um efeito contrário, pois poderão apresentar-se mais motivados e dispostos a corrigir tão cedo quanto possível esse percalço".
António Folha prefere olhar para a sua equipa: "Se fizermos o que temos trabalhado e o que somos capazes estaremos mais perto da vitória e é isso que nos preocupa".
Jogar em casa na estreia "tem a vantagem de contarmos com o apoio dos adeptos mas pode também gerar alguma acrescida ansiedade que bloqueie um pouco a equipa" e a temperatura superior a 30 graus prevista para a hora do jogo não poderá servir de desculpa, pois as condições serão iguais para as duas equipas e se ganharmos será por mostrarmos mais qualidade e competência que o adversário, enquanto se perdermos será por o nosso opositor ter sido melhor".