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Darwin Núñez, jogador do Benfica, fez parte dos convocados de Óscar Tabárez, mas até ao momento não é conhecido que tenha sido diagnosticado.
Calendário sobrecarregado após três meses consecutivos de paragens para as seleções
Este ano, a pandemia de Covid-19 condicionou bastante os calendários internacionais e obrigou a FIFA a agendar datas para os compromissos das seleções em três meses consecutivos. A Seleção Nacional, por exemplo, realizou dois jogos em Setembro, três em Outubro e agora outros três em Novembro. Isto num calendário que já estava muito preenchido.
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Vão existir jogos para o campeonato, Taça de Portugal, Liga Europa e Liga dos Campeões, e Taça da Liga. O Benfica começa este ciclo com a deslocação ao União de Paredes, para a Taça de Portugal, no norte do país, e depois vai à Escócia defrontar o Rangers para a Liga Europa. No dia 30 de novembro há nova viagem à Madeira, onde o Benfica enfrentará o Marítimo para o campeonato, e, três dias depois, receberá o Lech Poznan para a Liga Europa novamente.
Segue-se a receção ao Paços de Ferreira para a 1ª Liga e, no dia 10 de dezembro, disputa-se o último encontro da fase de grupos da Liga Europa, diante do Standard Liège, na Bélgica. Depois do encontro com os belgas, haverá ainda outro adversário na Taça da Liga e, por último, a deslocação a Barcelos para o campeonato, com o Gil Vicente, vai ser o último jogo antes da Supertaça.
Quanto ao FC Porto terá precisamente o mesmo número de jogos. No próximo sábado defronta o Fabril, no Barreiro, para a Taça de Portugal, seguindo-se a deslocação a Marselha para a Liga dos Campeões. Depois a comitiva portista viaja até São Miguel, nos Açores, para defrontar o Santa Clara em jogo do campeonato, antes de voltar a enfrentar o Manchester City, novamente para a Champions, no dia 1 de dezembro.
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O caso do Brasil
A FIFA criou as "Datas FIFA" em 2002 para acabar com a eterna guerra entre os clubes que libertavam jogadores para as seleções nacionais, mas continuavam a ter de enfrentar os seus compromissos nas suas competições nacionais. A partir da adoção desta medida por parte da FIFA, essa polémica acabou, uma vez que nenhum jogador voltou a desfalcar o seu clube em jogos importantes para atuar pela sua seleção. Simplesmente deixaram de existir jogos de clubes naquelas datas. Foi assim praticamente no mundo inteiro, mas houve uma exceção: o Brasil nunca respeitou essa regra simples e clara. O jornalista Vítor Rodrigues, do Esporte Interativo, condenou recentemente o facto de o Brasil continuar a ignorar as datas impostas pela FIFA e a realizar jogos das suas competições nesses mesmos dias.
"O futebol brasileiro caminha para a segunda década a rasgar uma obrigação evidente: não ter jogos oficiais dos seus clubes durante as Datas FIFA. É um absurdo que clubes que pagam caríssimo para ter grandes jogadores não possam contar com eles em partidas importantes e decisivas. Aconteceu agora outra vez, em partidas dos quartos-de-final da Taça do Brasil e do Campeonato Brasileiro. De quem é a culpa de isso continuar a acontecer? Logicamente a resposta é fácil: da CBF. Ela rasga uma regra clara e fácil: usa as Datas FIFA para realizar jogos oficiais. Mas a CBF comete esse 'erro' há quase 20 anos", afirma o jornalista.
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Apesar da criação das datas FIFA terem acabado com grande parte da polémica entre os clubes, a verdade é que treinadores por todo o mundo continuam a queixar-se quando são privados dos seus jogadores durante o período dos jogos das seleções. Mais, ao contrário, também os selecionadores estão recorrentemente a lamentarem o facto de terem sempre tão pouco tempo para trabalharem com os atletas. Em Portugal, ainda há pouco tempo ouvimos Jorge Jesus queixar-se de "nem sequer poder passar uma mensagem positiva" aos seus jogadores após a derrota com o Sp. Braga, ou Fernando Santos lamentar-se após a vitória na Croácia que não poderia corrigir os erros de Cristiano Ronaldo e companhia no dia seguinte porque já ninguém lá estaria. Pelo menos até ao Euro’2024, os calendários internacionais vão manter-se inalteráveis. Mas o futuro pode trazer mudanças, como admite o próprio presidente da FIFA.
"Acho que devemos procurar maneiras de ter menos partidas, mas mais significativas. Encontrar uma fórmula perfeita será extremamente desafiador, mas acho que a comunidade do futebol deveria pelo menos discutir de forma aberta e franca para ver se podemos chegar a soluções novas e melhores. Parece haver um consenso de que há muitas partidas por temporada em muitos países", afirmou Gianni Infantino, em entrevista ao Globoesporte, questionando.
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