Estão apurados os quatro finalistas da Liga das Nações. Itália e Bélgica juntaram-se ontem a França e Espanha na luta pelo troféu conquistado por Portugal na edição inaugural da prova. A Seleção Nacional ficou sem hipóteses de revalidação do título e pode queixar-se de algum infortúnio no momento do sorteio, que a colocou, na fase inicial, no mesmo grupo dos campeões do Mundo, sabendo que a qualificação para a final four só tinha vaga para uma equipa.
Exceção feita talvez aos gauleses e ao Brasil e, já com muito boa vontade, à Bélgica, Portugal tem claramente mais futebol do que todas as outras seleções do Mundo, pelo que temos de encarar com alguma tristeza o facto de a turma das quinas não caber numa final a quatro daquela que se tornou a segunda prova de seleções mais importante do Velho Continente.
Portugal foi batido pela França, mas a verdade é que, depois do empate em Paris há pouco mais de um mês, até recebeu os gauleses com a posição privilegiada que o fator casa lhe concedia. Enquanto Didier Deschamps mudou o 4x4x2 losango para o 4x3x3, Fernando Santos, satisfeito pelo desempenho na Cidade Luz, optou por nada alterar, preferindo utilizar João Félix fora de posição (flanco esquerdo) a tirar partido do momento extraordinário de Diogo Jota. Enfim, não podemos dizer que o conservadorismo nos impediu de ir mais além, mas também não podemos negar a sua existência.